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por_Chris Fuscaldo do_Rio
Roberta Campos
foto_Alexandra Tolc

Caetano e Ritchie resgatam sucesso de 1984

Depois da turnê “A Vida Tem Dessas Coisas”, Ritchie prepara repertório para seu novo show, “E a Vida Continua”, que estreia neste mês de março com canções como “Shy Moon”, que ele acaba de regravar junto a Caetano Veloso. Composta em inglês pelo baiano, a música foi apresentada por Caetano em shows e gravada pela dupla no álbum “Velô”, de 1984. Fez sucesso na época e, agora, foi resgatada pelos dois para um novo registro.

“Fiz essa música em Salvador, em um bar no lado do Rio Vermelho. Olhei pra Lua, e me veio à cabeça essa expressão, ‘shy moon’, lua tímida. Eu achei bem bonito. Quando vim para o Rio gravar, eu já queria chamar o Ritchie porque ele é inglês, cantaria na sua língua materna. Ele veio, gravou comigo, foi espetacular!”, conta Caetano.

Quatro décadas depois, Ritchie apresentou “Shy Moon” durante o Prêmio UBC que celebrou os 80 anos de Caetano Veloso, o que deixou o autor muito emocionado, para alegria do cantor britânico: “Caetano cobriu de elogios a minha performance, e, como eu vinha tendo ótima aceitação para o arranjo que já fazia nos meus shows, tomei coragem de convidá-lo para comemorar o 40° aniversário da canção comigo, regravando o nosso primeiro dueto. Para minha honra e felicidade, ele aceitou no ato. Estou novamente no céu com o resultado musical do nosso reencontro!”

Com vozes mais maduras e arranjo baseado em flautas tocadas por Ritchie e Hugo Hori, a faixa tem produção musical assinada por Ritchie com Eron Guarnieri (teclados e programações) e Renato Galozzi (guitarra, violão e programações).

Papatinhoe suas parcerias internacionais

Um dos produtores e beatmakers mais solicitados do Brasil, Papatinho agora também está requisitado no exterior. Uma das gravadoras mais influentes do mundo, a Epic Records – responsável por trabalhos com Michael Jackson, Drake e outros – assinou contrato com o brasileiro, expandindo sua atuação no mercado latino-americano e investindo pesado em nosso patrimônio. Papatinho já assinou trabalhos com Seu Jorge, Anitta, Snoop Dogg e muitos outros. A cantora Shakira, por exemplo, lançou em janeiro um remix de “Estoy Aquí” com batidas de funk feito pelo produtor dias antes de iniciar sua nova turnê com dois shows no Brasil. “Uma experiência surreal poder produzir um remix em funk para uma lenda como a Shakira. Só gratidão!”, escreveu ele em um post nas redes sociais.

Poucos meses antes, Papatinho estava nos Estados Unidos, em um estúdio profissional, trabalhando ideias novas e revisões de beats junto a Kanye West: “A vida é muita doida! Em 2004 eu era um menor sonhador emocionado com o seu álbum de estreia. O jovem Papatinho nunca imaginaria que, 20 anos depois, iria estar de frente pra ele, sentado numa cadeirinha, dando play nos beats que tinha acabado de fazer”, publicou nas redes.

A parceria com a Epic promete novas incursões no mercado internacional.

Caetano e Ritchie
Papatinho e suas parcerias internacionais

BaianaSystemem seu momento mais calmo

“Um disco de canções, com músicas mais lentas” é a definição de Russo Passapusso para “O Mundo Dá Voltas”, o quinto álbum do BaianaSystem, que acaba de ser lançado. No entanto, a energia lá no alto aparece em músicas como “Balacobaco”, que tem participação de Anitta. No disco, surgem ainda textos de Emicida, Vandal e da atriz Alice Carvalho, além de refrães cantados por Melly, Pitty, Gilberto Gil, Dino d’Santiago e Seu Jorge. E lá estão regravações como a de “Praia do Futuro”, de Antônio Carlos e Jocafi; “Pote D’Água”, de Lourimbau; “Palheiro”, colaboração de Roberto Barreto com o guitarrista paraense Manoel Cordeiro.

“A gente vai precisar fazer um encontro geracional e descaracterizar o que é velho e o que é novo dentro da música brasileira. Se não, vamos entrar num processo, que hoje é naturalizado, de pessoas achando que estão inventando coisas novas quando na verdade estão vivendo uma continuidade”, declarou Passapusso à Folha de S. Paulo.

De acordo com ele, “esse disco tem uma compreensão do tempo diferente”: “A gente é empurrado a ficar entrando em novas ondas, a nova música da Bahia, a nova não sei o quê. Esse imediatismo nos leva a fazer coisas que podem se tornar descartáveis.”

ZéVitor faz ‘expedição a si mesmo’com o pai, Jackson Antunes

Depois do lançamento de três singles no ano passado, um deles com a participação da cantora galega Antía Muíño (“Kintsugi”), o carioca ZéVitor chega às plataformas com o álbum “Imago Mundi”, que mescla o universo popular com pop e rap. Com produção de Aureo Gandur, o disco resgata aboios de Téo Azevedo, inclui as faixas já lançadas e traz participações de seu pai, o ator Jackson Antunes (recitando versos fortes e emocionantes), da cantora Dora Sanches e da dupla César Menotti e Fabiano. “Imago Mundi” expõe uma nova fase de ZéVitor, que ele chama de “expedição a si mesmo”.

“Umas das coisas que eu mais gosto nas pessoas que gostam da minha música é ver o quanto elas se envolvem… Comentava outro dia com uma pessoa próxima que me orgulha muito os meus fãs serem pessoas sensíveis, disponíveis ao lúdico e às narrativas singelas… É um presente fazer música para pessoas de coração aberto”, declarou ZéVitor em seu perfil no Instagram logo após apresentar o álbum ao mundo.

Algumas curiosidades do disco: “Deixe-me Ir” evoca um conflito armado e cita Oppenheimer; Dora Sanches e a dupla César Menotti e Fabiano cantam com ZéVitor em “Até Me Perder”; o texto que o ator Jackson Antunes recita em “Lira” é de Fred Sommer; os aboios de Téo Azevedo enriquecem o arranjo de “πNeo”; “Santo Dia” saiu com clipe com a participação do premiado ator Antonio Miano; “Kintsugi”, um dueto com Antía Muíño, foi lançada em primeira mão na Espanha.

BaianaSystem em seu momento mais calmo
ZéVitor
foto_Tiago Liel

Ro Araujo: temas espinhosos e cultura negra

“Afruturo” é o álbum de estreia da cantora Ro Araujo, do Rio, e nele a mistura de cumbia e soul dita o caminho que as músicas irão percorrer nas 12 faixas que exaltam a cultura negra. Temas como reparação histórica, direitos femininos, autoconhecimento e padrões estéticos permeiam as letras de Ro. O disco vem após o lançamento dos singles “Raridade” e “Nesse Som”, este último acompanhado de um videoclipe de jongo-funk, com a participação de dançarinos, capoeiristas, skatistas, o grupo Baque Mulher, além de versão audiodescritiva e com Libras. O clipe foi gravado em Nova Iguaçu (RJ), terra natal da cantora, e em pontos importantes para a história cultural afrodescendente no Brasil, tais como Cais do Valongo, Arcos da Lapa e Praça Mauá, todos na cidade do Rio de Janeiro.

“O projeto é o sonho de uma vida, porém a decisão de realmente escrever, gravar e lançar tomou forma poucos meses atrás, após um momento traumático na minha vida, em que corri risco de morte. Foi nesse momento que reconheci a urgência de resgatar esse sonho, falar sobre temas que realmente são importantes pra mim e parir minhas próprias ideias”, afirma Ro Araujo.

Silva lança single romântico

Pouco antes de levar seu Bloco Silva ao carnaval paulistano, há alguns dias, o cantor capixaba Silva lançou a canção inédita – e romântica – “Mais Raro”. Composta em parceria com o irmão, Lucas Silva, e produzida por Silva junto a Iuri Rio Branco, a canção faz uma reflexão sobre o amor em tempos modernos: “Neste tempo em que quase tudo parece estar na palma da nossa mão, às vezes até mesmo os assuntos do coração são tratados como algo efêmero. Essa música fala sobre dar valor ao amor que chega na nossa vida, pois, como a gente sabe, está cada dia mais raro”, diz Silva.

Iuri Rio Branco é um baterista brasiliense que se destacou após produzir o álbum solo da cantora Marina Sena, “De Primeira”, em 2021. A capa do single de Silva, que não está conectado, ao menos por ora, a nenhum futuro álbum, traz o cantor em foto feita por Lucas.

Ro Araujo
Silva

Anitta e a feminilidade perdida

Primeiro single do ano de Anitta, “Romeo” é totalmente voltado para o mercado internacional, mas traz a indelével brasilidade da cantora. Já no início da faixa, um menino narra um texto em português, para em seguida a música começar com Anitta cantando em espanhol. Música voltada para as pistas de dança, “Romeo” chega junto com um clipe dirigido por Turbo e com direção de arte de Jean Labanca, em que Anitta é representada pela figura de Romeu, e Larissa (a pessoa por trás do alter-ego) é Julieta em tempos modernos.

“O clipe vem introduzindo essa nova era, esse novo ciclo da minha carreira. A Larissa é a Julieta. Quando a Larissa coloca a armadura e vem preparada para a batalha, já é a Anitta. Julieta é um lado meu muito feminino, muito delicado, que eu sei que tenho, e o mundo profissional me fez esquecer de que tinha”, explicou durante entrevista coletiva.

“Romeo” precede seu próximo documentário, que será exibido pela Netflix, “Larissa: The Other Side of Anitta”.

‘O Sol’ volta à origem

A banda Tianastácia lançou seu novo single, uma regravação de “O Sol”, com participação de Roberta Campos e Marco Túlio Lara, guitarrista do Jota Quest. Composta por Antônio Júlio Nastácia, guitarrista da banda mineira, a faixa estourou com a banda Jota Quest e, agora, ganhou um arranjo acústico. Ela faz parte do primeiro álbum audiovisual de Tianastácia, gravado ao vivo no final de 2024, em Belo Horizonte. No clipe, todos sentados em um palco cantam para uma plateia como se fossem um coral com vários violões.

“‘O Sol’ é uma música diferente, que fala muito com poucas palavras, pouquíssimas palavras. É uma música que é um dos grandes sucessos que o Jota Quest tem, e agora essa versão do Tianastácia nos deixou muito feliz por vários motivos: o principal motivo é ver o Antônio Júlio, que é o autor da música, cantando!”, relata a banda no release de divulgação.

Anitta
banda Tianastácia
foto_Llona Assouline

Entre SP e Paris,Gabriella Lima lança clipe “Meu Lugar”

Paulista radicada em Paris, a cantora e compositora Gabriella Lima se entrega emocionalmente, de corpo e alma, à letra, à melodia e às lentes usadas para registrar a canção “Meu Lugar”. O clipe é de uma delicadeza, e a faixa, também. Com produção musical de Breno Virícimo, a música descreve o processo de entrega emocional e transformação que ocorre quando uma pessoa se permite viver uma relação intensa e verdadeira. Com direção de Ilona Assouline e direção de fotografia de Thibault Krümm, o vídeo é todo voltado para uma enorme orquídea de tecido confeccionada por Ilona.

“Éramos somente nós três no estúdio, e Ilona foi responsável também pela idealização e a confecção de todas as roupas e cenário, inclusive pela costura de uma orquídea gigante”, diz a cantora.

Depois de toda sua vivência na França, em 2024 Gabriella foi nomeada “RFI talent” e assinou um contrato de co-edição com a France Mode Media, para a promoção e difusão do seu novo álbum “Entre Ça et Là”, com colaboração dos artistas Vanille, Léo Middea e Jules Jaconelli e lançamento previsto para abril de 2025. O primeiro single já publicado, “Se Me Chamar Eu Vou”, tem a parceria com a artista francesa Vanille e é uma regravação bilíngue de “Suivre Le Soleil”.

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